Estúdio de Dança Sonharte se superou na apresentação do seu segundo espetáculo em 2017

Nos dias 21 e 22 de dezembro de 2017, o Estúdio de Dança Sonharte realizou seu segundo espetáculo, ESTAÇÕES, no Teatro da CDL Rio Bonito, apresentando 26 coreografias, cuja essência transcorria com as quatro estações do ano solar de uma dança para outra, trazendo uma nova interpretação das “Quatro Estações” de Antonio Vivaldi e o “Sonho de uma noite de Verão” de William Shakespeare, com direito às fadas, elfos da floresta, encantos, magia, violoncelo, mixagem, luzes e a arte em constante movimento.

Lembro-me de que fiquei surpreendido com a qualidade e o sincronismo na dança do ventre e no hip hop em 2016, quando a diretora Caroline Rodrigues inaugurou o projeto, apresentando o espetáculo “Entre Laços”, com a participação da R.I.O Companhia de Dança. Meu coração palpitava com o ritmo, a alta performance dos dançarinos e o nível de dificuldade da coreografia. Em 2017, não foi diferente, porque eu testemunhei a evolução, a revolução e a disciplina de toda uma geração de alunos, que se aperfeiçoaram ao longo de um ano e deram um show diante do público.

Seguindo uma sequência rítmica variável, as coreografias saltavam do clássico ao contemporâneo, sem perder a essência e a coerência, construindo uma sensível paisagem temática, que era perceptível na plateia, como que se o teatro estivesse em outra dimensão. Uma outra característica profunda no espetáculo foi a maturidade e a busca pela perfeição por parte dos alunos, o que elevou o Teatro da CDL ao nível do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, porque não é o lugar que se transforma por si só, salvo a manifestação humana.

A advogada e professora universitária, Ilana Aló, criou um personagem na dança teatral, que eu carinhosamente apelidei de “a filósofa francesa solitária”, por causa da boina, da caricatura e a encenação, cuja interpretação já se tornou uma marca registrada nas apresentações do Estúdio de Dança Sonharte, uma vez que todo o contexto da ópera me levou à reflexão da solidão e da beleza no meio das adversidades no cotidiano e na própria arte, ora numa estação de trem, ora na sala do apartamento cubículo em Paris, vivendo a variação das emoções, do tempo, das estações do ano e do aprimoramento humano.

Mais uma vez, a apresentação do Hip Hop roubou a cena da noite, mas não foi somente pela energia do ritmo e da coreografia, mas, pelo simples fato de que a R.I.O Companhia de Dança ingressou no projeto ao longo do ano de 2017 e apresentou a primeira turma do Estúdio Sonharte, quebrando tabus e afirmando ao público que a arte é acessível a todos, sem exceção.

Por fim, que venha o espetáculo de 2018, com mais ballet, dança do ventre, sapateado, flamenco e a tão esperada dança de salão. Que a Caroline Rodrigues e a equipe do Estúdio de Dança Sonharte nos surpreendam novamente com a evolução e o amadurecimento dos alunos, porque, quando eu me sento na plateia, sou transportado para as coreografias, enquanto que saio de lá melhor e com a certeza de que o a humanidade seria nada sem a arte, a música, a dança e o pensamento.

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Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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